Quando não temos confiança no atendimento médico!
Hoje li p relato de uma mãe que ao levar sua filha no centro médico em Barão Geraldo, foi extremamente mal atendida pela médica que estava de plantão.
E me lembrei do dia em que passamos o mesmo com a Sophia, ela devia ter seus dois anos e poucos meses. Passou seu dia como outro qualquer, foi dormir e pela madrugada acordei com o barulho de um gato no quarto dela, ao ir vê-la me assustei, era uma ronquidão fora do normal, nunca tinha visto, peguei ela no colo e ela não despertou, abriu os olhinhos bem cansada e puxava o ar com muita dificuldade, muita mesmo!!! Na hora me desesperei, a Duda sempre teve muito problema respiratório e eu achei que já tinha visto muita coisa pra me surpreender com uma crise de tosse, bronquite e afins.. mais não era nada do que eu já tinha presenciado. Ai veio o medo do desconhecido. Bom a essa altura imaginem meu desespero, já estavamos a caminho do hospital Metropolitano que era o mais perto, o desespero no semblante do meu marido, o cara que sempre está calmo me deixou ainda pior. Enfiei o dedo na garganta dela, parecia que tinha uma bola ou alguma coisa obstruindo a respiração dela, nada!
Enfim aqueles menos de cinco minutos que pra mim eram eternos termino e chegamos ao hospital.
Fomos direto ao balcão, começamos a preencher a ficha, uma enfermeira, um anjo eu diria, viu o estado dela e disse que precisaria entrar pela emergência. Ao entrar na sala da pediatra, ela me pede pra sentar que vou precisar responder a algumas perguntas, minha filha sufocado com sei lá o que, mole de tamanha falta de ar e ela querendo que eu sentasse para responder algumas perguntas. Eu queria atendimento de emergência, e ela insistiu me dizendo que ainda neste estado teria que seguir o protocolo, medir temperatura, pesar e tudo o que faria em uma triagem. Meu coração não aguentava mais, meu sexto sentido estava gritando que aquilo não era mais suportável. Neste momento que eu já estava chorando e pedindo a Deus que ela se desse conta da tamanha gravidade que era o caso,(E Deus entrou em ação) um médico HUMANO antes de qualquer coisa, atendia na sala ao lado e pediu para "ACOMPANHAR" o atendimento, mais era nítido, ele sabia que ela estava sendo negligente.
Ele iniciou o atendimento, não quis saber de preencher ficha, ou fazer triagem e muito menos de cumprir protocolo. Ele estava ali como um ser humano como eu, vendo o desespero que nos engolia, Examinou ela, e viu sua faringe totalmente inflamada tampando sua respiração, a saturação dela estava muito baixa, ele mesmo já a levou para ala do lado e disse que ela precisaria de adrenalina e boas doses de antialérgico. Em meia hora ela já estava corada, nos respondia, estava ativa.
Ele disse que numa situação como está ele ja teve que fazer uma traqueo com uma caneta Bic. E que estavamos no minuto de ouro. Ele estava na hora certa e no hospital certo. Deus o encaminhou, minha filha não teria aguentado a ficha preenchida, o protocolo, nada disso! Tanto que ela seguiu internada, graças a Deus hoje já sabemos como identificar os primeiros sinais e não deixamos mais chegar nesta situação.
Quanto a médica, ela era nova, acho que não era mãe ainda, mais o que faltou não foi experiência, nem a mãe, com certeza foi o lado HUMANO dela. Hoje quando li o relado da mãe que passou por algo parecido lembrei deste dia. E hoje eu sigo meus instintos mais do que nunca. Eles ja nem precisam grita. Toda mãe sabe o que seu filho precisa.
Instinto MATERNO: não espere ele grita, para ouvir!

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